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Louise Malfoy

Stories

    O legado dos deuses

    A elite universitária do universo de Legacy of Gods vive em um campus dividido entre duas universidades rivais. Dinheiro antigo, herdeiros perigosos e jogos de poder dominam aquele lugar. Entre eles está Creighton King, um homem silencioso, frio e temido. Filho de uma das famílias mais influentes da elite, Creighton cresceu cercado por poder, estratégia e violência velada. Mas existe uma ferida que ele nunca conseguiu fechar: a morte de sua mãe.

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    LMloumori

    Penalty for Loving You

    Adrian Voss nunca foi o tipo de homem que acreditava em amor à primeira vista. Ele acreditava em desejo, em química, em noites rápidas e nomes esquecidos pela manhã. Era assim que o mundo dele funcionava desde que entrou na NHL: festas, mulheres bonitas, manchetes sobre seu desempenho no gelo e uma reputação de mulherengo impossível de limpar.

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    LMloumori

    Entre luzes e segredos.

    Louise Beaumont vive em constante equilíbrio entre dois mundos que nunca deveriam se tocar. Durante o dia, ela é uma estudante dedicada, tentando construir um futuro estável com o pouco que tem. À noite, trabalha como dançarina de pole dance em uma boate de alto padrão em Londres — um ambiente onde luxo e desejo se misturam, e onde ela aprendeu a manter distância emocional de tudo e de todos.

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    Entre linhas não ditas.

    Louise Beuamont e Adrian Voss constroem, ao longo dos anos, uma amizade intensa, constante e difícil de explicar. Eles são inseparáveis — não de forma declarada, mas natural. Sempre foi assim: mensagens a qualquer hora, encontros sem planejamento, silêncios confortáveis que nunca parecem vazios.

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    LMloumori

    Promessas de infância.

    A chuva caía fina naquela noite, misturando-se ao cheiro metálico que impregnava o ar. Louise não entendia completamente o que estava acontecendo. Tinha apenas seis anos, mãos pequenas tremendo enquanto era mantida ali, forçada a assistir algo que nenhuma criança deveria ver. Seus olhos azuis estavam arregalados, marejados, mas silenciosos — o tipo de silêncio que nasce do choque, não da calma. Do outro lado, havia um garoto. Ele também não chorava. Creighton tinha o olhar fixo, duro demais para alguém tão novo. A dor nele era diferente — mais profunda, mais crua. Ele estava vendo sua mãe morrer… e não podia fazer nada. Os dois não trocaram palavras. Não sabiam os nomes um do outro. Não sabiam sequer se sobreviveriam àquela noite. Mas, em meio ao caos, os olhos deles se encontraram. E algo ficou. Não era reconhecimento. Ainda não. Era promessa. Louise engoliu seco, sentindo o coração bater forte demais no peito pequeno. Com dedos trêmulos, levou a mão até o pescoço e puxou a correntinha fina que usava desde sempre — uma medalha delicada, com a inicial do seu nome gravada ao lado de uma pequena cruz. Era a única coisa que parecia segura. Ela hesitou por um segundo, então deu um passo à frente. Os homens não prestavam atenção nela naquele momento. Era como se o mundo tivesse encolhido até caber apenas entre ela e o garoto. Louise estendeu a mão. Creighton franziu o cenho, confuso, mas não recuou. A corrente caiu na palma dele. Nenhuma palavra. Mas o gesto dizia tudo que eles não sabiam como expressar: eu vi você… você não está sozinho. Ele fechou os dedos ao redor do colar como se aquilo fosse a única coisa que ainda o mantinha de pé. E talvez fosse. Anos depois, o mundo já tinha mudado mil vezes, mas Creighton não. A corrente nunca saiu do pescoço dele. Nem nos dias bons, nem nos dias em que o passado voltava como um pesadelo acordado. Ele não sabia o nome dela, não sabia onde procurar, mas lembrava dos cabelos loiros, dos olhos azuis e da forma como, naquela noite, alguém escolheu não deixá-lo sozinho. E, por isso, ele esperava. Porque, no fundo, tinha certeza de uma coisa: ele a encontraria de novo. A universidade não era o tipo de lugar onde o passado deveria voltar à vida, mas voltou. Louise chegou com uma mala, um nome novo no registro acadêmico e um passado que fingia não existir. Cabelos loiros presos de forma impecável, postura controlada, olhar frio o suficiente pra afastar qualquer curiosidade. Por dentro, ainda existia a menina de seis anos — ela só aprendeu a esconder. O campus era grande, cheio de gente, barulho, promessas de recomeço. E ele estava ali. Creighton não era difícil de encontrar. Nunca seria. Algumas pessoas nascem pra serem notadas — e ele era uma delas. Frio, intocável, perigoso no tipo de silêncio que fazia os outros hesitarem antes de chegar perto. E, no pescoço dele… a corrente. Sempre a corrente. Louise parou. O mundo não desacelerou — ele simplesmente ficou irrelevante. Era ele. Mais velho, mais duro, mais quebrado. Mas era ele. Só que tinha um problema. Ele não estava sozinho. A mão dele estava na cintura de outra garota, risos baixos, proximidade demais, o tipo de intimidade que não se constrói da noite pro dia. A garota, bonita, confiante, perfeitamente encaixada no mundo dele, apoiava a cabeça no ombro dele como se aquele lugar fosse dela por direito — e talvez fosse. Louise sentiu algo estranho subir pelo peito. Não era tristeza. Era pior. Era reconhecimento misturado com rejeição, porque ele não fazia ideia de quem ela era e ela sabia exatamente quem ele era. Nos dias seguintes, Louise tentou manter distância. Tentou. Mas Creighton parecia estar em todos os lugares — nos corredores, na biblioteca, nas festas que ela dizia que não iria e acabava indo mesmo assim. Sempre com a mesma garota. Sempre com a mesma corrente. Sempre com aquele olhar vazio… exceto quando algo o irritava. E, curiosamente — perigosamente — isso começava a acontecer quando Louise estava por perto, porque havia algo nela, algo que ele não sabia explicar, mas que incomodava como uma memória que se recusa a voltar inteira. O primeiro contato não foi bonito, nem gentil, nem planejado. Foi colisão. Louise virou o corredor rápido demais e bateu direto contra ele. O impacto fez os dois recuarem um passo. Silêncio. Por um segundo longo demais. Os olhos dele encontraram os dela. E algo falhou. Não foi reconhecimento claro, mas foi suficiente pra deixar o ar pesado. A mão de Creighton subiu instintivamente até a corrente no pescoço, como sempre fazia quando algo estava errado. — A gente se conhece? — a voz dele saiu baixa, desconfiada. Louise poderia ter dito a verdade. Poderia ter dito você nunca me esqueceu, só não sabe disso ainda. Mas ela não disse. Ela apenas inclinou levemente a cabeça, fria. — Não. Mentira. A primeira de muitas. Do outro lado do corredor, a garota observava. E ali nascia o verdadeiro problema. Porque aquilo não era um triângulo simples. Era passado, trauma, obsessão e destino.

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    LMloumori

    Tempestade no Interior.

    Louise Beaumont tinha tudo o que alguém da alta sociedade de São Paulo poderia desejar: roupas de grife, festas exclusivas, um sobrenome influente e uma vida cuidadosamente planejada pelo pai, dono de uma das maiores empresas do país. Ela era conhecida por aparecer impecável em qualquer evento — salto alto, perfume caro e um olhar que fazia qualquer um se sentir pequeno.

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