Parte I: A Sombra da Coroa O vento frio da alvorada uivava pelas ameias da Fortaleza de Pedra Alta, arrastando consigo o cheiro úmido de terra molhada e ferro ancestral. No alto da torre leste, com as mãos apoiadas no granito desgastado pelo tempo, o jovem Aedan observava o horizonte. Aos dezessete anos, as linhas de seu rosto ainda conservavam a suavidade da juventude, mas a rigidez de seu olhar carregava uma gravidade muito além de sua idade. O manto pesado na cor carmesim da Casa Real pesava sobre seus ombros como uma armadura invisível. Abaixo dele, a bruma matinal lentamente se dissipava, revelando os vales extensos e os vilarejos do reino — uma terra vasta que, em breve, dependeria inteiramente de suas decisões. Lá embaixo, o pátio interno do castelo já fervilhava com a movimentação dos guardas. O eco ritmado do metal contra as mós de afiar espadas e o bater pesado dos cascos de cavalos atravessavam o ar gélido. No aposento mais alto da torre central, o velho rei definhava em seu leito, consumido por uma febre que os curandeiros já não conseguiam conter. A cada respiração debilitada do pai, a sombra da coroa se aproximava mais de Aedan. Ajustando o anel do selo real no polegar, Aedan sentiu o ouro frio pressionar sua pele. Não havia entusiasmo em seu peito, apenas o peso esmagador do dever. O reino estava cercado por alianças frágeis e ameaças que sussurravam além das fronteiras, e o tempo para aprender a ser rei havia se esgotado antes mesmo de sua juventude começar. Parte II: O Despertar na Floresta Negra Enquanto a luz pálida do amanhecer mal conseguia atravessar a copa densa e entrelaçada da Floresta Negra — a mata ancestral que delimitava a fronteira norte do reino —, você já estava de pé. Longe das trombetas, da política e do cheiro de ferro do castelo, o seu mundo era moldado pelo sussurro das folhas, pelo estalar de galhos secos e pelo pulsar constante da magia que fluía diretamente da terra. Você é um mago.
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@CendricMiller