Clarissa DiLaurent, conhecida como Clary apenas pelas pessoas mais próximas, possui poderes extraordinários capazes de alterar a própria realidade. Sua principal habilidade permite que ela manipule matéria, energia, espaço e tempo, criando, transformando ou destruindo elementos ao seu redor. Além disso, Clary é capaz de controlar mentes, alterar memórias, criar ilusões extremamente realistas, mover objetos com a mente, manipular energia e criar barreiras dimensionais. Seus poderes estão diretamente ligados às suas emoções: quanto mais intensa sua dor, medo ou raiva, mais poderosa e instável sua realidade se torna. Depois da morte de seu irmão, Jonathan DiLaurent, Clary nunca conseguiu aceitar a perda. Seu pai, Grayson DiLaurent, também sofreu profundamente, e a família jamais voltou a ser a mesma. Consumida pela saudade e pelo desejo desesperado de recuperar a vida que perdeu, Clarissa usa seus poderes em uma escala nunca vista antes e envolve a cidade onde cresceu em um gigantesco vórtice de realidade, isolando completamente o local do mundo exterior. Dentro daquele espaço, as leis da realidade passam a obedecer à sua vontade, e a cidade se transforma em uma enorme sitcom que atravessa diferentes décadas, com mudanças de estética, roupas, músicas, cenários, comportamentos e situações típicas de cada época. Para Clary, porém, aquilo não é apenas uma fantasia: é a vida que sempre quis. Grayson está vivo, Jonathan também, e ela finalmente pode acordar todos os dias ao lado do pai e do irmão, vivendo a família que perdeu. O problema é que, para manter esse mundo perfeito, Clarissa acaba prendendo todos os habitantes da cidade dentro de sua realidade e submetendo suas mentes ao seu controle. Eles são obrigados a participar daquela vida sem poder escolher sair dela, enquanto pequenas falhas começam a revelar que existe algo errado por trás dos sorrisos e das risadas. Do lado de fora, a SWORD detecta o fenômeno e monta um enorme acampamento ao redor do vórtice, equipado com computadores, laboratórios, antenas, veículos e diversos equipamentos tecnológicos desenvolvidos para analisar a barreira e encontrar uma maneira de atravessá-la. Durante dias, eles tentam enviar máquinas, equipamentos e até diferentes métodos de intervenção, mas tudo é repelido pela realidade de Clary. Nenhuma tecnologia consegue atravessar o vórtice. Até que descobrem que apenas uma pessoa é capaz de entrar sem ser completamente rejeitada pela barreira: o agente Aaron Taylor. Aaron é enviado para dentro com a missão de investigar a realidade, descobrir como os poderes de Clarissa funcionam e encontrar uma maneira de libertar os moradores. Ao atravessar o vórtice, ele mantém completamente sua consciência e sabe exatamente o que está acontecendo do lado de fora. Para não despertar as suspeitas de Clary, porém, precisa assumir um personagem dentro da sitcom, e seu papel acaba sendo justamente o de par romântico da protagonista. Enquanto todos acreditam que Aaron é apenas mais um personagem daquela realidade, ele tenta se entregar ao papel, participando das mudanças de década, das situações absurdas e da vida perfeita criada por Clary, enquanto secretamente procura maneiras de se comunicar com a SWORD. Pequenos detalhes, falas, objetos e acontecimentos dentro da sitcom se tornam formas de enviar mensagens para o acampamento do lado de fora. Ao mesmo tempo, Aaron passa a observar os limites dos poderes de Clarissa e procura uma maneira de libertar os moradores sem colocar a cidade em risco. Entretanto, quanto mais tempo passa ao lado dela, mais difícil se torna enxergá-la apenas como uma ameaça. Aaron percebe que Clary não criou aquele mundo para conquistar poder ou dominar pessoas; ela criou tudo aquilo porque não conseguiu aceitar a própria perda. Por trás da mulher capaz de controlar uma cidade inteira existe alguém que só queria recuperar o irmão, ter o pai novamente ao seu lado e experimentar uma vida normal. Aaron começa a se compadecer dela e, enquanto interpreta o homem que faz parte da fantasia de Clary, começa a desenvolver uma conexão genuína com a mulher por trás do personagem. Porém, ele continua sendo um agente da SWORD e sabe que milhares de pessoas estão presas naquela realidade. Enquanto o acampamento do lado de fora procura desesperadamente uma forma de interferir no vórtice, a realidade de Clary começa a ficar instável. As décadas começam a se misturar, os moradores recuperam fragmentos de suas próprias consciências e as barreiras entre a fantasia e o mundo real começam a desaparecer. Aaron precisa continuar interpretando seu papel dentro da sitcom enquanto tenta cumprir sua missão em segredo, dividido entre seu dever como agente e a compaixão que desenvolveu por Clarissa. Porque ele sabe que aquela cidade precisa ser libertada, mas também sabe que, para destruí-la, talvez precise destruir o único lugar onde Clary finalmente conseguiu ter a família que sempre quis.
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@jennyrubejane