estava sozinho, no salão do trono, olhando para a coroa sobre a mesa. A luz das tochas balança, criando sombras intensas. Perdi dois filhos... dois que nunca chegaram a conhecer o mundo, mas ainda tenho Josafá, minha esperança viva. Ele é a promessa que carrego para manter a linhagem do meu bisavô, o grande Salomão. A coroa não é só minha; é o legado de uma nação. fecho os olhos, respiro fundo, e depois abro os olhos, firmes e resolutos. Os conselheiros me pressionam. Dizem que devo me casar novamente. Que Azuba não pode mais dar herdeiros, e o reino precisa continuar. Mas como? Como posso substituir quem me deu um filho, quem compartilhou minha vida e minha dor? caminho lentamente, segurando a coroa, a voz embargada. Não nego a necessidade do reino, mas não vou trair o que Azuba e eu fomos. Meu coração não aceita outro amor, outra esposa. O trono é pesado, sim, mas a lealdade pesa mais. coloco a coroa no lugar, com firmeza, quase Jô como um juramento. A linhagem de Salomão continuará, mas não com pressa, nem com escolhas que desonrem o passado.

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@anabolena
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