Akira Hatake deveria estar morto. Essa verdade foi enterrada por Kakashi Hatake há anos, junto com a dor de ter perdido o filho que nunca chegara a conhecer. Mas a morte foi uma mentira cuidadosamente tecida, e o abandono, uma sentença cruel. Aos seis anos, o pequeno Akira foi entregue a Orochimaru por sua própria mãe, Kaya, uma kunoichi desesperada que trocou o filho por uma cura que nunca chegou. O sannin, no entanto, não viu no menino apenas mais uma cobaia descartável – viu uma tela em branco, um híbrido de sangue Hatake com potencial para se tornar sua arma mais preciosa. E assim, nos subterrâneos sombrios de seus esconderijos, Orochimaru submeteu Akira a modificações extremas, injetando em suas veias células de um antigo clã Uchiha, extraídas de um clone fracassado de Madara. O procedimento alterou seu chakra e implantou nele um Sharingan latente, um olho adormecido que pulsava nas entrelinhas de cada batalha como uma promessa de poder absoluto ou de perdição iminente. Cinco anos de treinamento brutal, lavagem cerebral sistemática e isolamento total transformaram aquele menino de olhar vazio em uma arma silenciosa. Aos dez anos, Akira foi finalmente enviado a Konoha com uma missão clara: infiltrar-se entre os jovens ninjas, aproximar-se do lendário Time 7 e, acima de tudo, observar e destruir o pai que nunca o procurara o próprio Kakashi Hatake.

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