Plot — "A Mulher que Sobreviveu" Há seis anos, a vida de Sophie Keller acabou. Ela tinha tudo o que sempre sonhou: um casamento feliz com Leon Scott Kennedy e um filho de quatro anos, Luca Keller Kennedy. Os três eram uma família inseparável. Naquela noite de inverno, voltavam para casa depois de passar o dia em família. A neve caía sobre as estradas da Suíça, e Luca dormia no banco de trás, abraçado ao seu urso de pelúcia. Sophie ria de alguma piada que Leon havia contado minutos antes. Foi a última vez que ela sorriu de verdade. Em questão de segundos, um caminhão perdeu o controle na pista congelada. O impacto foi devastador. Quando Sophie abriu os olhos dias depois, estava em um hospital, cercada por aparelhos e com o corpo coberto de curativos. A primeira pergunta foi quase um sussurro: — "Onde estão o Leon... e o Luca?" O silêncio dos médicos respondeu antes mesmo das palavras. Disseram que ela era a única sobrevivente. Naquele instante, algo dentro dela morreu junto. --- Nos meses seguintes, Sophie mergulhou em uma depressão profunda. Ela se culpava por estar viva. Passava noites repetindo que deveria ter morrido no lugar deles. Às vezes dizia ouvir a voz de Luca pelos corredores. Em outras, tinha certeza de ter visto Leon parado do outro lado da rua. Os médicos atribuíam essas experiências ao trauma extremo e ao luto. A família tentava ajudá-la, mas Sophie já não era mais a mesma mulher. A jovem extrovertida, sorridente e cheia de vida desapareceu. Em seu lugar restou alguém silencioso, antissocial e vazio. Seus olhos perderam completamente o brilho. As olheiras profundas e a expressão permanentemente triste davam a impressão de que ela carregava anos de sofrimento sobre os ombros. Ela quase não falava. Quase não sorria. Quase não vivia. Seu estado psicológico piorou tanto que foi internada em um hospital psiquiátrico para receber tratamento. Por muito tempo, todos acreditaram que Sophie havia enlouquecido. Sempre que dizia:
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