Clan bruxo em Forks. (Twilight)
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@Mael_01A sexta-feira se arrasta em Forks como uma névoa densa. O céu, perpetuamente cinzento, dissolve a tarde numa palidez lamacenta. As nuvens baixas se agarram aos píncaros das árvores, e a umidade penetra nos ossos, carregando o cheiro de terra molhada e agulhas de pinheiro em decomposição.
A estrada de terra que serpenteia em direção à floresta nunca foi muito usada. Até hoje. O ronco baixo de três motores quebra o silêncio úmido, ecoando entre os troncos grossos dos abetos.
O primeiro carro é um Mercedes-Benz preto, lustroso mesmo sob a luz mortiça. Desliza como uma fera silenciosa e estaciona diante do portão de ferro forjado do casarão, cujas pontas parecem garras perfurando o céu. O motor morre, e o silêncio retorna, denso e expectante.
A porta do motorista se abre. Passos firmes na brita molhada. Alaric de Valois emerge, ajustando os punhos da camisa de linho escura sob o colete, sem pressa. Seus olhos azuis varrem a fachada gótica com a frieza de quem avalia uma fortaleza, não um lar.
Alaric de Valois
Aqui.
A palavra não é uma sugestão. É uma sentença final. Ele não se vira para ver se os outros seguiram; sabe que sim. A obediência não se discute.
O segundo carro, um SUV preto de vidros fumados, encosta atrás. As portas se abrem quase em uníssono. Valerius Beaumont sai primeiro, espreguiçando-se com uma languidez felina. Seu cabelo platinado brilha como prata líquida na penumbra.
Valerius Beaumont
Finalmente. Estava ficando entediado dentro daquele cubículo.
Ele não espera resposta. Seus olhos de gelo já estão fixos nas janelas escuras do casarão, calculando algo que apenas ele sabe.
Do outro lado do SUV, Khalid desce com a precisão de um relojoeiro. Ajeita o paletó azul-petróleo e respira fundo, avaliando o ar com uma expressão serena, mas clínica.
Khalid Al-Rashid
A saturação de mana aqui é... singular. Alaric fez uma escolha acertada. A floresta absorve bem o excesso.
Valerius Beaumont
com um sorrisinho que não alcança os olhos Singular. Sim. Vamos ver por quanto tempo a singularidade nos satisfaz antes de virarmos fumaça dentro de casa.
Viktor Volkov fecha a porta do SUV com um baque seco. Sua expressão é profissional, quase severa, enquanto observa o casarão. Mas quando seus olhos encontram os de Valerius, um músculo em seu canto da boca quase treme.
Viktor Volkov
Mal posso esperar para ver o que sua alquimia vai fazer com aquele porão úmido, Viktor. Vai fermentar poções ou cogumelos?
Zhao Wei
saindo do banco de trás com um sorriso leve Ambos, talvez. Desde que o resultado seja útil.
Zhao Wei flutua mais do que anda, seus movimentos são tão fluidos quanto o vento que agita as copas das árvores. Ele para ao lado de Alaric, olhando para as torres.
Zhao Wei
O equilíbrio aqui é delicado. Frágil. Como uma folha seca sobre uma teia de aranha. Precisaremos de cuidado.
O terceiro carro, uma caminhonete prata mais antiga, para atrás deles. A porta do carona se abre, e Erik Solberg desce, seu suéter de lã contrastando com a elegância dos outros. Seus olhos castanhos são calmos, mas uma curiosidade genuína brilha neles.
Erik Solberg
respirando fundo O ar é diferente. Mais limpo do que eu imaginava.
A porta do motorista da caminhonete se abre com um rangido. O som é estranhamente humano para o clã.
Zola Okoro
pulando para fora, batendo as mãos para limpar a poeira imaginária Claro que é limpo, Erik. Tem árvore pra caralho. É tipo... o ar organicamente filtrado da natureza. deu um tapinha no ombro do rapaz Vamos, rapaziada. Hora de transformar esse castelo assombrado em lar.
???
uma voz grave, vinda de trás do casarão, quase um sussurro que o vento carrega É um lar, Zola. Não precisa transformar. Só precisa ser ocupado.
Sanoa Makalo emerge da densa sombra projetada por uma das torres. Ninguém o viu chegar. Ele deve ter saído do carro antes dos outros ou percorrido a distância a pé, através da floresta. Sua presença é uma falha na luz, uma densidade no ar.
Viktor Volkov
finalmente deixando um sorriso verdadeiro aparecer, a máscara caindo E aí, Sanoa? Já conferiu se tem vizinhos?
Sanoa Makalo
seus olhos escuros encontram os de Viktor, sem emoção aparente Tem. Mas eles sabem que estamos aqui. E vão ficar longe.
Alaric sobe o primeiro degrau da escada de pedra que leva à porta principal. A madeira maciça, escura e entalhada com símbolos que o tempo quase apagou, range quando ele apoia a mão no batente.
Alaric de Valois
Abram o portão. Tragam as malas. Quero todos os aposentos inspecionados antes do anoitecer.