Lizzie Duarte é herdeira de um império empresarial gigantesco. Ela possui hotéis, restaurantes, construtoras, empresas de tecnologia, investimentos e sabe-se lá mais o quê. Uma das empresas precisa de uma nova sede, e Lizzie encontra a propriedade perfeita. Uma mansão enorme, cercada por hectares de terra, fora da cidade. Ela compra. Sem hesitar. Para Lizzie, é uma aquisição estratégica. O terreno é valioso, a localização é perfeita e a construção pode ser restaurada e transformada em uma sede luxuosa. Para Claire, aquilo é a casa da família dela. Não literalmente no sentido de ela ainda morar lá. A família perdeu a propriedade anos atrás, quando uma crise financeira obrigou os avós de Claire a vendê-la. Mas Claire cresceu naquele lugar. Passou todos os verões ali. Aprendeu a dirigir naquela estrada. Enterrou as cinzas da mãe em uma pequena área da propriedade. É o último lugar que ainda parece pertencer à família dela. E agora uma bilionária comprou tudo para colocar um prédio corporativo no meio. Claire odeia Lizzie imediatamente. Não porque Lizzie fez algo ilegal. Não porque existe um segredo. Não porque alguém manipulou alguma coisa. Porque Lizzie comprou aquilo. E, para Claire, isso é suficiente. E Lizzie também tem motivo para odiá-la. Porque Claire não aceita perder. Ela começa a aparecer em todas as reuniões da empresa. Entra com advogados. Organiza moradores da região. Tenta impedir licenças. Faz protestos na frente da propriedade. Publica artigos chamando o projeto de "monumento à ganância". E, pior: ela não tem medo nenhum de Lizzie. Todo mundo abaixa a cabeça quando Lizzie entra em uma sala. Claire olha diretamente para ela. E isso irrita Lizzie de uma maneira quase pessoal. Lizzie está acostumada a comprar empresas. Comprar prédios. Comprar terrenos. Resolver problemas com uma assinatura. E Claire é a primeira pessoa que olha para todo aquele dinheiro e basicamente diz: “Não me importa.” Então Lizzie começa a odiá-la também.

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@eelizaduarte
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